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Prejuízo de R$ 700 mil: falso corretor aplica golpe e vende imóveis sem autorização



Créditos RICtv


A gente vai falar de um assunto aqui, que é o seguinte. Talvez você já tenha vivido, talvez você esteja passando por isso, ou talvez conheça alguém que está passando por isso. Você está procurando um imóvel para comprar? Presta atenção, presta atenção porque tem um golpista com uma lábia e conversa agitada aqui em Curitiba.


Ele usava internet para oferecer apartamentos que nem dele são. Um esquema muito, mas muito bem montado mesmo. Do começo ao fim, segundo as investigações, o golpista se apresenta como

advogado e até policial.


O prejuízo deixado por ele já soma 700 mil reais. Esse homem no vídeo é Paulo Felipe de Castro. Ele foi preso esta semana pela Polícia Civil, suspeito de aplicar ocorrências de golpes envolvendo uma falsa venda de imóveis em Curitiba.


Prejuízo de mais de 700 mil reais às vítimas. Nesse áudio enviado para os supostos clientes, o Paulo chega a fazer uma promoção sobre um imóvel que estaria à venda. Só que, na verdade, o imóvel nunca esteve para a venda.


Gostaria de informar que estamos encerrando as visitações até quinta-feira, depois da quarta -feira de cinzas. Retomaremos as visitas na quinta-feira com uma promoção imperdível nessa unidade. Era uma das formas em que Paulo de Castro aplicava os golpes era por meio da internet.


Ele acabou tirando fotos de imóveis que não tinha autorização para venda inclusive fotos de imóveis de seus próprios familiares e as publicou na internet. Quando alguém interessado mandava mensagem, ele se apresentava e agendava um dia para que ele pudesse visitar o imóvel. Quando Paulo chegava lá, com os possíveis clientes, ele falava que o imóvel já estava pré-reservado para uma outra pessoa.


E aí, quando o cliente, ou melhor, a vítima, demonstrava que poderia fazer um pagamento antecipado, é aí ele providenciava um contrato e enganava a pessoa. Esse mesmo contrato, depois, ele usava para continuar cobrando dinheiro das vítimas. Havia um prazo para que a vítima realizasse o próximo pagamento.


Esse prazo, por uma questão estratégica do estelionatário, não foi cumprido. Então o estelionatário passava a ameaçar a vítima de que havia um descobrimento contratual por culpa exclusiva da vítima, e que iria providenciar demandas judiciais contra essa vítima.


Enfim, de modo a coagir a vítima sempre a depositar mais e mais e mais. Para dar mais resposta ao golpe aplicado, o Paulo chegava a passar documentos falsos para as vítimas. Chegava a mandar até o carnê do IPTU do imóvel, mas quando era cobrado do envio do registro do imóvel, as desculpas começaram.


Eu fiz o que eu pude, demorei, foi a construtora que demorou pra me entregar, entendeu? Eu tirei uma matrícula atualizada com certidão do ônibus e dei pra você. Se você não levou pra gerente, aí a culpa é sua, entendeu? Mas quando era o contrário e a vítima não depositava mais nenhum valor, já suspeitando que sofreria um golpe , ele começava a cobrar e a ameaçar. Vamos pro juizado, vamos marcar conciliação, tentar conciliar.


Para algumas vítimas, ele chegou a mandar falsas notificações extrajudiciais, cobrando valores abusivos por uma suposta quebra de contrato. E não para por aí. O Paulo chegou a se passar algumas vezes por advogado e até policial para intimidar as vítimas .


Ele andava com um simulacro de arma de fogo e ameaçava as vítimas para que elas ou fizessem ou que ele entregasse, que fossem novos depósitos, ou pelo menos que não procurassem as autoridades para denunciá-lo. E um dos últimos lugares que Paulo de Castro cometeu os crimes foi aqui na Avenida Silva Jardim, na região central de Curitiba , uma das áreas nobres da cidade . Aqui ele apresentou um imóvel que ele teria ofertas de uma imobiliária para bolsas de pessoas e uma delas chegou a pagar oito mil reais como sinal de negócio.


Esse advogado representa a enganada por Paulo de Castro . E conta que no início até parecia apenas um desacordo, mas ao pesquisarem mais sobre o imóvel, descoberto a fraude. A gente acabou vendo que aquela documentação não correspondia com a propriedade que estava registrada nos cartórios, enfim, que não correspondia com o real proprietário do imóvel.


E essa não é a primeira vez que esse homem é preso pela Polícia Civil. Aliás, ele já tem, na longa ficha criminal, várias condenações relacionadas com a venda de imóveis e também de automóveis. Inclusive, ele deixou a prisão dez dias antes de voltar a cometer os crimes aqui na cidade.


O vídeo que você viu no começo da reportagem é de um outro crime cometido por Paulo de Castro. Na ocasião, ele foi preso em Araucária, região metropolitana de Curitiba . e dois mil reais para dezembro, se eu não me engano.


Alguma coisa assim. E que posteriormente, quando ele fosse sair desse caminhonete, eu ajudaria na quitação, pagando 20, 30, 40%, mas isso aí posteriormente. E daí eu comecei a pressioná-lo para que ele pagasse o meu restante e me entregasse os documentos.


Foi quando ele chegou com a polícia na minha casa hoje. Nunca me passei pela polícia. Existem outros boletins de ocorrência onde constam o meu nome, mas assim, eu nunca me passei pela polícia.


Nunca fiz uso disso. Pois é, segundo os processos já julgados, o Paulo de Castro cometeu ocorrências de crimes, pelo menos desde o ano de 2012. Só que com a prisão dele, a polícia civil investiga a participação de pelo menos mais uma pessoa no esquema infracional.


As investigações seguem. Por enquanto, sete pessoas procuraram a delegacia de estelionatos, mas a suspeita é de que mais de 100 pessoas já foram vítimas de Paulo e , quem sabe, do comparsa dele. Então é muito importante que eles procurem a Polícia Civil, relacione esses fatos, para que possamos investigar e também procurar, pelo menos , recuperar uma parcela desse prejuízo suportado pelas vítimas.


Pois é, ouvindo o cidadão aí, doutora Márcia Marcones, boa tarde para a senhora. Parece que ele foi uma vítima das vítimas. É um jogo, né? Então ele se coloca nessa posição, olha, eu estou cumprindo minha parte no acordo, eu estou fazendo o que tem que ser feito e você não tá.


Então eu vou ter que procurar uma medida judicial contra você, uma outra situação. Isso é um jogo pra exatamente tentar inverter a situação na cabeça da vítima. Pra que ela disse, opa, eu não quero me complicar.


Mas é muito importante, quando a gente fala em imóvel, né, que no momento que é oferecido o imóvel pra você, que você vá ao registro e verifique se aquele imóvel está no nome de quem, se ele não tem algum outro tipo de pendência , algum outro tipo de problema, diretamente no cartório. Porque é possível falsificar esses documentos que essa pessoa lhe entregou, mas diretamente no cartório não tem como. Se o corretor tem registro, né? Se o corretor realmente está registrado.


E que não tenha nenhum outro tipo de embaraço também.

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