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Créditos RICtv


A gente vai falar de um assunto aqui, que é o seguinte. Talvez você já tenha vivido, talvez você esteja passando por isso, ou talvez conheça alguém que está passando por isso. Você está procurando um imóvel para comprar? Presta atenção, presta atenção porque tem um golpista com uma lábia e conversa agitada aqui em Curitiba.


Ele usava internet para oferecer apartamentos que nem dele são. Um esquema muito, mas muito bem montado mesmo. Do começo ao fim, segundo as investigações, o golpista se apresenta como

advogado e até policial.


O prejuízo deixado por ele já soma 700 mil reais. Esse homem no vídeo é Paulo Felipe de Castro. Ele foi preso esta semana pela Polícia Civil, suspeito de aplicar ocorrências de golpes envolvendo uma falsa venda de imóveis em Curitiba.


Prejuízo de mais de 700 mil reais às vítimas. Nesse áudio enviado para os supostos clientes, o Paulo chega a fazer uma promoção sobre um imóvel que estaria à venda. Só que, na verdade, o imóvel nunca esteve para a venda.


Gostaria de informar que estamos encerrando as visitações até quinta-feira, depois da quarta -feira de cinzas. Retomaremos as visitas na quinta-feira com uma promoção imperdível nessa unidade. Era uma das formas em que Paulo de Castro aplicava os golpes era por meio da internet.


Ele acabou tirando fotos de imóveis que não tinha autorização para venda inclusive fotos de imóveis de seus próprios familiares e as publicou na internet. Quando alguém interessado mandava mensagem, ele se apresentava e agendava um dia para que ele pudesse visitar o imóvel. Quando Paulo chegava lá, com os possíveis clientes, ele falava que o imóvel já estava pré-reservado para uma outra pessoa.


E aí, quando o cliente, ou melhor, a vítima, demonstrava que poderia fazer um pagamento antecipado, é aí ele providenciava um contrato e enganava a pessoa. Esse mesmo contrato, depois, ele usava para continuar cobrando dinheiro das vítimas. Havia um prazo para que a vítima realizasse o próximo pagamento.


Esse prazo, por uma questão estratégica do estelionatário, não foi cumprido. Então o estelionatário passava a ameaçar a vítima de que havia um descobrimento contratual por culpa exclusiva da vítima, e que iria providenciar demandas judiciais contra essa vítima.


Enfim, de modo a coagir a vítima sempre a depositar mais e mais e mais. Para dar mais resposta ao golpe aplicado, o Paulo chegava a passar documentos falsos para as vítimas. Chegava a mandar até o carnê do IPTU do imóvel, mas quando era cobrado do envio do registro do imóvel, as desculpas começaram.


Eu fiz o que eu pude, demorei, foi a construtora que demorou pra me entregar, entendeu? Eu tirei uma matrícula atualizada com certidão do ônibus e dei pra você. Se você não levou pra gerente, aí a culpa é sua, entendeu? Mas quando era o contrário e a vítima não depositava mais nenhum valor, já suspeitando que sofreria um golpe , ele começava a cobrar e a ameaçar. Vamos pro juizado, vamos marcar conciliação, tentar conciliar.


Para algumas vítimas, ele chegou a mandar falsas notificações extrajudiciais, cobrando valores abusivos por uma suposta quebra de contrato. E não para por aí. O Paulo chegou a se passar algumas vezes por advogado e até policial para intimidar as vítimas .


Ele andava com um simulacro de arma de fogo e ameaçava as vítimas para que elas ou fizessem ou que ele entregasse, que fossem novos depósitos, ou pelo menos que não procurassem as autoridades para denunciá-lo. E um dos últimos lugares que Paulo de Castro cometeu os crimes foi aqui na Avenida Silva Jardim, na região central de Curitiba , uma das áreas nobres da cidade . Aqui ele apresentou um imóvel que ele teria ofertas de uma imobiliária para bolsas de pessoas e uma delas chegou a pagar oito mil reais como sinal de negócio.


Esse advogado representa a enganada por Paulo de Castro . E conta que no início até parecia apenas um desacordo, mas ao pesquisarem mais sobre o imóvel, descoberto a fraude. A gente acabou vendo que aquela documentação não correspondia com a propriedade que estava registrada nos cartórios, enfim, que não correspondia com o real proprietário do imóvel.


E essa não é a primeira vez que esse homem é preso pela Polícia Civil. Aliás, ele já tem, na longa ficha criminal, várias condenações relacionadas com a venda de imóveis e também de automóveis. Inclusive, ele deixou a prisão dez dias antes de voltar a cometer os crimes aqui na cidade.


O vídeo que você viu no começo da reportagem é de um outro crime cometido por Paulo de Castro. Na ocasião, ele foi preso em Araucária, região metropolitana de Curitiba . e dois mil reais para dezembro, se eu não me engano.


Alguma coisa assim. E que posteriormente, quando ele fosse sair desse caminhonete, eu ajudaria na quitação, pagando 20, 30, 40%, mas isso aí posteriormente. E daí eu comecei a pressioná-lo para que ele pagasse o meu restante e me entregasse os documentos.


Foi quando ele chegou com a polícia na minha casa hoje. Nunca me passei pela polícia. Existem outros boletins de ocorrência onde constam o meu nome, mas assim, eu nunca me passei pela polícia.


Nunca fiz uso disso. Pois é, segundo os processos já julgados, o Paulo de Castro cometeu ocorrências de crimes, pelo menos desde o ano de 2012. Só que com a prisão dele, a polícia civil investiga a participação de pelo menos mais uma pessoa no esquema infracional.


As investigações seguem. Por enquanto, sete pessoas procuraram a delegacia de estelionatos, mas a suspeita é de que mais de 100 pessoas já foram vítimas de Paulo e , quem sabe, do comparsa dele. Então é muito importante que eles procurem a Polícia Civil, relacione esses fatos, para que possamos investigar e também procurar, pelo menos , recuperar uma parcela desse prejuízo suportado pelas vítimas.


Pois é, ouvindo o cidadão aí, doutora Márcia Marcones, boa tarde para a senhora. Parece que ele foi uma vítima das vítimas. É um jogo, né? Então ele se coloca nessa posição, olha, eu estou cumprindo minha parte no acordo, eu estou fazendo o que tem que ser feito e você não tá.


Então eu vou ter que procurar uma medida judicial contra você, uma outra situação. Isso é um jogo pra exatamente tentar inverter a situação na cabeça da vítima. Pra que ela disse, opa, eu não quero me complicar.


Mas é muito importante, quando a gente fala em imóvel, né, que no momento que é oferecido o imóvel pra você, que você vá ao registro e verifique se aquele imóvel está no nome de quem, se ele não tem algum outro tipo de pendência , algum outro tipo de problema, diretamente no cartório. Porque é possível falsificar esses documentos que essa pessoa lhe entregou, mas diretamente no cartório não tem como. Se o corretor tem registro, né? Se o corretor realmente está registrado.


E que não tenha nenhum outro tipo de embaraço também.

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( Integra de noticia do: Cidade Alerta Record )

Pra você que tá pensando em comprar uma casa. Prestem atenção nesse golpe que eu acho que muitos dos nossos telespectadores, dos nossos amigos, dos brasileiros, cairiam nesse golpe, porque é um golpe... Lembra como eu mostrei o caso da minha mãe ontem aqui no programa, que repercutiu muito o golpe novo do WhatsApp? Esse é um golpe também da casa própria que muita gente pode cair.


É um golpe que eles fazem parecer tudo perfeito. Tem até vendedor de verdade, você conhece o vendedor pessoalmente, você conhece os corretores pessoalmente, prestem atenção. Eu peço, por favor, se você conhece gente que está pensando em comprar imóvel, não deixe de assistir essa reportagem.


Eu lamento demais conhecer esse casal muito simpático, esse casal amoroso, esse casal verdadeiro que procurou o nosso programa. para contar o seu caso, dá vontade de dar um abraço apertado nesses dois. É a Rivalia e o Enivaldo.


Pode apostar comigo, Percival, se você perguntar para os brasileiros hoje, cadê o Perci? Se você perguntar para os brasileiros hoje, qual que é o teu maior desejo material material, saúde, amor, essas coisas, todo mundo quer. Mas se eu perguntar para você qual o teu sonho material, pode apostar que quase na totalidade vai falar casa própria, concorda, Percy? Exatamente, é o grande sonho, a sua grande realização, ter o seu teto, não depender de pagamento de aluguel, deixar de gastar com aluguel, investir naquilo que é seu. Então, o grande sonho de todo brasileiro é possuir a sua casa própria.


Dá uma olhada nesse imóvel, inclusive. Olha o tamanho da casa que eles queriam comprar, tá vendo aí? Olha o terreno. Provavelmente, eles fariam uma boa reforma no lugar.


Olha, tem uma churrasqueira, um espaço bom ali, dá uma reformada, uma pintura, dá uma mobiliada perto da praia. Ia ficar muito bacana mesmo. Vocês vão se emocionar com essa história e, ao mesmo tempo, vocês vão aprender muito.


Mas vocês vão aprender muito mesmo, infelizmente, a dor que esse casal está tendo agora, que sirva pelo menos para que os nossos brasileiros fiquem precavidos e não caiam nesse golpe que está sendo aplicado. Eu repito, é um golpe perigoso, é um golpe sorrateiro, é um golpe que os criminosos fazem de tudo para dar credibilidade a ele.

Me dá, por favor, a praia que eles escolheram para morar.


Eles sabiam que Itanhaém é muito procurado por turistas, principalmente agora, que está começando a ficar cada vez mais quente, embora não tenha ficado frio aqui no Brasil direito, dois dias a cada três meses só de frio aqui no Brasil. Então o que eles resolveram fazer? Vamos buscar um imóvel grande para que nesse imóvel, além da gente morar, nós possamos receber pessoas como hóspedes, nós seremos anfitriões.


Vamos alugar quartos para essas pessoas porque, além de eles realizarem o sonho da casa própria, além de eles realizarem esse desejo de ter uma casinha para chamar de sua, aquele terreno seu, garantido por documentação, eles também poderiam ganhar um dinheirinho extra alugando parte dos quartos. Até aí, perfeito. Até aí, investimento imóvel é bom.


Se você compra pelo preço certo, é bom. Pela localização, dificilmente o imóvel na praia se desvaloriza porque é muito procurado. O que eles começam a fazer, Percival? O Enivaldo e a Rivalia começam a pesquisar muito na internet.


Procuram praias de São Paulo, praias no litoral sul. Ficam em dúvida, num determinado momento, se não é melhor investir o dinheiro no interior de São Paulo. O interior de São Paulo é cada vez mais valorizado.


Mas eles acabam chegando em Itanhaém. Conhecem a cidade e se apaixonam pela praia de Itanhaém.


Assim que você encontra um imóvel na internet, você precisa conversar com o vendedor. Perfeito, Percival? Você precisa ter um corretor, na maioria das vezes. O corretor vai defender os interesses de quem está vendendo, afinal de contas, ele vai ganhar do vendedor, mas, ao mesmo tempo, ele precisa satisfazer também as vontades de quem está comprando.


E como isso acontece? Vendo a documentação certinha, orientando a pessoa sobre a localização do imóvel, contando para essa pessoa se realmente aquele local onde vai ser feito o investimento vale a pena. Então o corretor que é credenciado, um corretor que trabalha dentro da lei, um corretor que é preparado para isso, Ele vai ser sério e não vai sujar o nome dele. Mas quando está escrito aqui, a Nádia Bertoni colocou, corretores perfeitos, perfeitos entre aspas.


Eles pareciam perfeitos, eles contam uma história perfeita, mas não tem nada de perfeição. Dono do imóvel, gente boa. Por quê? Eles conheceram o dono do imóvel, o suposto dono dessa casa.


Eles decidem então pegar todo esse dinheiro que foi levantado numa vida inteira de trabalho e da venda da casa. Eles venderam a casa onde eles moravam aqui no interior de São Paulo e começam a tratar a compra do imóvel com os supostos corretores, a Alana e o Fernando. Tem a foto deles aí? Cadê a imagem deles? Olha só.


Essa, segundo as vítimas, é a Alana. Essa daí é a Alana. que você está vendo seria uma das corretoras.


Dentro do cartório aí, olha, de máscara preta é a Lana. Cadê o Fernando, que tá de camisa rosa? Esse aí, que você tá vendo, seria o Fernando. Vai prestando bem atenção em toda essa turma que tá sendo apresentada aqui no Cidade Alerta.


Esse rapaz seria o Fernando, o corretor falso. Cadê o Everton? O Everton aí, que aparece com a blusa preta, seria o proprietário da casa. É ele quem se apresenta É ele quem se apresenta como sendo o dono da casa que seria vendida e os corretores intermediando o negócio.


E de camisa xadrez é o Enivaldo, que é a vítima. Que é a pessoa que vai cair nessa história. Vocês não perdem por esperar o final de toda essa história.


Me dá o vídeo agora, por favor, Edu. Pode dar o vídeo que foi gravado dentro do cartório. Para que o casal tivesse a prova do que realmente ocorreu.


Olha aí. Aí, por enquanto, tudo normal. Vocês estão vendo que eles procuram um cartório, ou seja, é o primeiro golpe que eu vejo que tem até cartório sendo procurado.


Mas se o cartório foi procurado, se há algum tipo de registro em cartório, como é que pode ser falso? Como é que pode ser uma fraude? Como é que eles podem ter perdido todo o dinheiro guardado uma vida inteira? Prestem atenção porque é o que a nossa Lorena Coutinho vai revelar pra gente agora. Chaves nas mãos e ideias prontinhas na cabeça. Hilávia e o marido tinham preparados os planos de montar um hostal na praia.


Eu ia fazer, tipo, no começo, quatro quartos, que era o dinheiro que só daria para me construir. Eu ia comprar os móveis, cama, colchão, uma TV, colocar um wi-fi legal, entendeu? Para o pessoal ficar à vontade. E ia abrir as portas já no fim do ano? Natal e Ano Novo, já para dezembro.


Portas abertas? Portas abertas. Aí eu olhei e falei, nossa, já tem uma churrasqueira. Eu falo, a gente constrói e aqui eu faço, né? Coloco um freezer, né? Pra vender bebida pro pessoal, faço churrasco e o pessoal já...


Por aqui nós faz um precinho bom de alimentação, vai, mora, dorme aqui nos quartos, passa final de semana e eu faço comida, churrasco, ofereço pro pessoal, mas ganha um pouquinho mais, né? Além do aluguel, é ainda mais... A chance de colocar tudo isso em prática apareceu num anúncio pela internet. Essa casa fica em Itanhaém, na Baixada Santista.


Terreno grande, com casa nos fundos e espaço para subir os quartos. Ambientes amplos e a churrasqueira prontinha para atender a futura clientela. O primeiro passo foi vender a casa em que eles moravam no interior de São Paulo e somar a todas as economias de duas vidas dedicadas ao trabalho.


Trabalhava, né, 12 horas, né? Só chegava e eu trabalhava de noite e de dia, 12 horas, né? Era um folguista, né? Lá em Sorocaba. Aí eu fazia 12 horas de dia e 12 horas à noite. Não dava nem tempo de dormir.


E ficava dois dias em casa. Mas entre o sonho e a realização de viver e trabalhar na praia, havia dois corretores de imóveis. A mulher se apresentou como Alana, o homem seria Fernando.


Rápidos no atendimento, sempre disponíveis para ajudar e aparentemente preocupados com a segurança dos negócios. Eu aconselho a senhora, pra não perder o imóvel, a senhora venha ver o imóvel antes da senhora conseguir. Por quê? O imóvel a senhora não consegue comprar no mesmo dia.


A senhora precisa conhecer o imóvel primeiro. A senhora dá ao Val, dá ok, que vai fazer a compra do imóvel. Nesse processo, a gente tem que puxar IPTU, água, luz, certidão, verificar as documentações do proprietário presente com a senhora, tá bom? Não é um processo, não tem como a senhora fazer a compra do imóvel no mesmo dia, porque a gente tem que puxar, verificar toda a documentação para estar tudo atualizado, porque a senhora vai comprar um imóvel com IPTU de um mês atrás, é um pouco perigoso, é arriscado, a gente pode ter dor de cabeça mais tarde.


A família se viu completamente envolvida com as negociações para que desse certo a compra do tão sonhado imóvel. Era um contato com os supostos corretores praticamente diário. Chamadas telefônicas, trocas de mensagens, envios de propostas, retornos com contrapropostas.


Até que chegou a tão esperada resposta de uma oferta que o casal fez, de acordo com as condições financeiras deles. E o retorno do suposto dono foi positivo. Foi quando, então, os dois programaram uma visita presencial para conhecer a casa.


No dia marcado, no horário combinado, lá estavam os dois supostos corretores, com as chaves nas mãos. Abriram os portões, os cadeados, as portas da casa. Foi uma visita comercial das mais demoradas, quando os supostos corretores apresentaram detalhadamente o imóvel, mostraram as características, apresentaram metragens, chegaram até a demonstrar Algumas falhas, alguns problemas estruturais, claro, com sugestões para que tudo pudesse ser resolvido e para que o negócio da família desse certo.


Total conhecimento do que supostamente eles estariam vendendo. Todo esse cenário foi decisivo para que o casal, a partir daí, desse andamento, a negociação e a compra da casa. A venda foi fechada em seguida.


R$ 55 mil a vista. Apesar da euforia, do clima de empolgação, Enivaldo acendeu o sinal de alerta por algumas vezes. Não poderia se medir pela aparência, mas eu fiquei desconfiado.


Olhei o jeito dele estar vestido, né? Olhei o sapato. Eu falei, bom, o cara tá de trabalho de corretor. Um sapato cheio de poeira, né? Não tá lustrado.


Porque se você representa uma função, tem que tá mais ou menos alinhadinho. Eu falei, o sapato dele, o sapato dessa senhora, eu falei, esse pessoal tá aplicando. Eu falei, você acredita que eu ainda não tô convencido daquele pessoal? Ela falou, não, imagina.


Mas a todo momento, os supostos corretores apresentavam documentos para transmitir segurança aos compradores. Este seria um primeiro contrato de venda do imóvel, de 2010, com aspecto de guardado há muito tempo. A segunda mudança de donos seria em 2014, e mais um contrato com um papel manchado.


Nos dois casos, com selos de cartórios na última página. Mas tudo era falsificado. Apesar de ser uma casa na praia, o desfecho da negociação aconteceu aqui em São Paulo e isso a pedido dos falsos corretores.


Mas que alertaram antes os compradores de que tudo aconteceria dentro de um cartório. Mais uma estratégia para transmitir um ar de credibilidade, uma falsa ideia de que tudo era verdadeiro. O encontro marcado foi bem aqui.


Quem também apareceu foi o suposto dono do imóvel. Um homem que se apresentou como proprietário de um mini mercado na Grande São Paulo. Esse homem, inclusive, chegou até a assinar alguns documentos no balcão de atendimento do cartório.


E a assinatura dele foi validada. Os documentos receberam o selo de autenticidade. Um vídeo feito por celular dentro do cartório mostra o grupo de estelionatários em ação.


A mulher de máscara preta é a Lana. A suposta corretora aparece sempre perto da compradora. No balcão de atendimento, todos reunidos para a assinatura de documentos.


Everton, que seria o proprietário do imóvel, é o de blusa preta. Ao lado de camisa rosa é Fernando, o falso corretor que estaria acertando toda a negociação. E o de camisa xadrez é Inivaldo, animado por estar realizando o seu sonho e o da esposa.


Fernando deixa os dois homens assinando a papelada e volta para conversar com Rilávia. Diz que o falso dono do imóvel pediu para que o pagamento fosse feito em nome de uma suposta sobrinha dele. Daiana Cristina Reinaldo.


Aí quando tudo acabou de reconhecer firma, tudo, aí que ele falou pra mim do tal do TED, que era pra mim não colocar na conta dele. Por que não? Porque ele tava devendo pro banco, e se caso o dinheiro caísse lá, o banco ia descontar, ele ia ficar quase sem nada, ele tava precisando muito do dinheiro. E ele mandou pra conta de quem? Então, aí foi que ele me mostrou o papel, aí eu reconheci, né? Eu questionei ele, eu falei, não, eu quero colocar na conta de quem eu tô comprando.


Ele falou, não, ele veio com isso que tava devendo pro banco, tudo aquilo, né? Aí ele me mostrou o papel, eu falei, tudo bem então. Eu falei, mas quem é essa moça? Ele falou, é minha sobrinha. Enivaldo também foi orientado por Fernando a não puxar muita conversa com o falso dono.


O corretor falou, não fica conversando muito com ele, porque ele tá muito... Não conversa muito com o proprietário, porque ele tá muito tenso, ele tá com uns problemas, que ele tá com um mercadinho lá em Franco da Rocha, Francisco Morato, ele tem um mercadinho lá e fechou por causa dessa pandemia, perdeu tudo, ele tá muito... Então o senhor não conversa muito, porque ele tá muito preocupado com essas coisas.


Do cartório ao banco para acertar as contas. Foram todos juntos a pé. Mais uma vez, Enivaldo observou um comportamento diferente.


Ela... Ele falou, os dois corretores falaram, nós vamos até perder nossa comissão, nós não vamos nem querer nada, porque ele está em umas condições difíceis, o proprietário. Ela sacou 1.500 de dinheiro e ainda deu pra eles assim, lá na rua. Aí quando ele pegou o dinheiro, quando ele pegou o dinheiro, os 1.500, ele pegou o dinheiro, eu falei, pode contar aqui, né? Ele falou, não.


Só que ele estava tremendo, eu falei, pronto. Falei, pronto. Ele contou ali, ele falou, não, eu falei, escuta, mas é a comissão, o proprietário não vai pagar alguma coisa, dar um dinheirinho pra você? Não, não, nós é conhecido, é gente boa, ele é muito gente boa.


Com o negócio fechado, Hilávia estava animada e queria saber como seria a entrega das chaves. A vítima tinha visto mais anúncios do mesmo imóvel em nome de outros corretores. A nossa chave o Fernando vai levar já pra entregar pra senhora amanhã.


E a chave que tem mais dois corretores trabalhando, a dona Priscila não tá mais, porque ela ganhou neném, então ela já fez a devolução. As outras eles entregam, mandam entregar na casa, se for da preferência do novo dono, joga fora, tá bom? Somente quando a família levou a mudança e partiu para a praia, é que teve a certeza de que havia caído num golpe. Chegamos lá, nenhuma chave dessa aqui abriu.


Tinha trocado tudo. Aí minha mudança tava chegando e a gente chegava. Aí eu falei, e agora? Não tem casa pra ir.


Aí eu fui chamar um chaveiro. O rapaz foi lá e abriu. O cadeado abriu a porta e tava inteiro.


Aí o caminhão chegou. Aí a gente tava descarregando. A gente tava quase acabando, no final e chegou a polícia.


Três viaturas, questionando. Porque o vizinho tinha ligado pra polícia e ligou pro dono da casa. Aí o dono da casa tava no telefone, né? Falando, queria falar com o policial.


O policial falou que não ia falar. Que eles teriam que descer pra praia, né? Pra vir resolver. Aí quando foi umas seis horas da tarde, eles desceram.


E aí, como é que foi? Nossa, foi uma humilhação . Por quê? Porque... Eles queriam dar pra gente sair na mesma hora.


Na mesma hora. Queria que vocês saíssem. Aí a gente veio até a delegacia.


A família se viu obrigada a deixar a casa que pensava ser dela. Onde é que vocês passaram essa noite? Aí conversando com ele e tudo, né? Eu falei pra ele que a gente é trabalhador, que a gente não tinha roubado nada de ninguém. Aí ele deixou eu ir passar a noite.


Deu pra sair duas horas da tarde pra gente sair. Aí como eu não tinha dinheiro pra voltar, pra fazer a mudança de volta, algumas coisas eu vendi lá mesmo. Tentamos contato telefônico com a corretora Alana.


Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa postal e esperar... Procuramos também o colega dela, Fernando. O telefone está impossibilitado de receber este de chamada neste momento.


O único telefone que ainda está disponível é o da dona da conta corrente. Alô? Alô, bom dia. Alô, bom dia.


Por favor, é a Diana? É ela. Ô, Diana, aqui quem fala é Vinícius, tudo bem? Quem? Vinícius que tá falando, tudo bem? Tudo bem. Eu sou jornalista, eu sou da Record.


E a gente tá levantando umas informações a respeito de uma conta corrente e no Banco Santander, você é a proprietária dessa conta? Eu não tenho nada a informar, não. Você já emprestou a sua conta pra aplicar golpes, coisas do gênero? Vamos tentar de novo. Tentando de novo.


O recado. Você só será autorizado até o final. Agora ela não atende mais.


Enivaldo também entrou em contato com Diana por um aplicativo de conversas no celular. A mulher conta que não sabia que se tratava de um golpe e que só aceitou emprestar a conta corrente porque estava desempregada e precisava de dinheiro. Ela afirma que está arrependida.


Em outra parte da conversa, reforça que só soube que era golpe quando a polícia civil apareceu na porta da casa dela e então teve de ir à delegacia para prestar esclarecimento. A família recebeu informações de um homem, ainda não identificado, que seria responsável da quadrilha pela distribuição do dinheiro dos golpes. Mas neste áudio, a conversa de uma mulher, que seria a Dayana, com uma pessoa ainda não identificada, sobre como emprestar a conta para estelionatários.


Não, porque assim, mano, esse dinheiro que vai cair de você é de uma venda, tá ligado? E essa venda pode ser que a pessoa mais pra frente se arrependa, tá ligado? Mas caso um dia eu for em algum banco, ou alguém entra em contato com você, você Eu conheci um rapaz no Facebook e tal, ele perguntou se eu queria ganhar dinheiro usando minha conta, sabe? E eu dei, ele fez um depósito, eu ganhei um dinheiro, tá ligado? E não sabe de nada, mano. O que eu peço é que as pessoas não saibam de nada, tá ligado? Seja cega, muda e surda, entendeu? O destino do casal, após deixar a casa de praia, foi a capital paulista, onde eles se instalaram de improviso num imóvel emprestado por um amigo da família. Temporariamente, é aqui que vivem o casal e a filha deles.


Trabalhei de tudo na minha vida, de metalúrgico, portaria, zeladoria, tudo. Pedreiro, tudo pra conseguir minhas coisas. Nos contratos falsos, aparece o nome de Everton Silva como o proprietário do imóvel.


Localizamos o número de telefone da mulher dele, mas quem atende é um homem. Alô? Alô, bom dia. Bom dia.


Por gentileza, o Everton? Everton não, não é desse. Elisângela também não? Não, também não. Everton Silva, esse número pertenceu a ele há algum tempo? Não, não pertenceu a ele.


Você não conhece? O casal se vê diante de um dilema, aparentemente sem solução. A gente fez o B.O. epois eu voltei lá, acho que uns 15 dias depois, para fazer uma representação.


Eu contei tudo detalhado para eles. Dei endereço, dei telefone. E assim, nada.


Até agora, nada. Então, assim, nem quero o que eu acho que tem ainda. Pois, parece que a polícia vai atrás.


Porque eu dei muita coisa. Dei endereço, dei tudo. Telefone.


Por que que não acha? Se eu achei, por que que eles não acham? Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia de Itanhaém e qualquer desdobramento do caso vai ser pouco perto da ruína causada pelo fim desse sonho. Eu tô assim que eu perdi minhas coisas, o senhor entende? Eu perdi.


Tô com 50 anos. Difícil. Foi muito trabalho na minha vida.


É impressionante como essas pessoas são maldosas. A gente tem certeza que a justiça divina não vai falhar contra esses bandidos, contra esse mau caráter, esse povo maldoso que acabou com todas as economias desse casal, que é um doce com esse casal, que dá pra você ver quando a pessoa é do bem, quando a energia é boa. Eu peço, por favor, a polícia de São Paulo para que tome providência.


Como eu não costumo ver muito êxito, nesse tipo de coisa, porque o dinheiro some, o dinheiro evapora com esses criminosos. Se você aqui de São Paulo tiver alguma informação para ajudar esse casal, para dar um emprego, talvez até um local já com moradia, não sei nem o que eles vão fazer a partir de agora, mas se você puder ajudá-los de alguma forma, eu vou ser muito grato.

Entre em contato aqui com o WhatsApp do povo, por favor.


Pisca o WhatsApp do povo para ajudar esse casal, que eu tenho certeza que Com a honestidade que eles têm, com a doçura que eles têm. Pode ter certeza, viu, meu amigo? A justiça tarda, mas não falha. Vem a recompensa ainda.




NOSSA ANÁLISE DESTE CASO


Neste caso específico verificamos os elementos que se repetem na grande maioria dos golpes e fraudes imobiliários.

Inicialmente pode-se constatar que o casal comprador se trata de pessoas simples com limitados recursos de informação (limitado nível intelectual e de escolaridade), assim como nenhum conhecimento ligado ao assunto de “transações imobiliárias”.

Pessoas com este tipo de perfil são facilmente ludibriados e normalmente são as vítimas perfeitas para estelionatários e golpistas.


Num segundo momento verificam-se alguns elementos que não se encaixam numa situação de negociação normal e real.

O imóvel deste caso é comercializado por 55 mil reais. Embora esta negociação foi efetuada faz 3 anos atrás (estamos em Maio de 2024); pode-se indicar com total segurança. Não existe imóvel nessa localidade, que disponha de lote com essas medidas mais uma significativa construção por esse valor. Até um leigo em transações imobiliárias poderia constatar esse fato.

O casal comprador foi muito ingênuo e isso era muito fácil de verificar. Era somente efetuar uma pesquisa no setor com os valores de imóveis similares e fazer um comparativo com o imóvel ofertado. Nada disso foi feito pelo casal.


Outro elemento que não encaixa neste caso é o seguinte; em nenhum momento foi apresentado pelos supostos “vendedores” a escritura ou matrícula do imóvel, pelo que se observa no vídeo, eles somente apresentaram “contratos de gaveta” (contratos particulares) que do ponto de vista jurídico e legal, não possuem nenhum tipo de validade. O único elemento que prova a titularidade de um imóvel é a Certidão de Matrícula, atualizada de 30 dias.


Aqui mais uma vez se avalia o nível de ingenuidade e ignorância do casal comprador.

Não é mais necessário apontar as outras disparidades desta negociação.

Fica totalmente claro e demonstrado que: o casal que foi ludibriado não tinha nenhum tipo de capacidade nem conhecimento para lidar com esse tipo de situação.


Além de não terem nenhum tipo de conhecimento, eles não procuraram informar-se nem solicitar amparo a algum profissional com conhecimento nessa área.

Pessoas leigas nunca podem negociar imóveis, sem o amparo e a assistência de um profissional especialista em “transações imobiliárias”.


O que na prática do dia a dia se verifica; é o fato que essas pessoas sem nenhum nível de instrução, normalmente questionam o valor que é cobrado por profissionais que trabalham fornecendo assessoria em negociações imobiliárias, e em função disso eles mesmos assumem encargos para os quais não estão preparados.

 

Neste caso, o custo da ingenuidade e da falta de conhecimento dos compradores, foi de 55 mil reais.



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Atualizado: 29 de abr.






A justiça determinou a prisão do empresário acusado de golpe imobiliário em Blumenau. Ele era proprietário de uma construtora que vendia apartamentos que não existiam. Por isso a gente fala com o Juan, que tem as informações.


Conta pra gente, Juan. Então os apartamentos não existiam, mas eram vendidos. Verdade.


Fibelli, boa tarde, mais uma vez. É você que acompanha o SBT Meio Dia. A gente acompanha esse caso desde o início do mês passado.


São pelo menos quatro endereços diferentes em que os apartamentos foram vendidos, mas não foram entregues. Em alguns desses locais, inclusive, a obra nem começou. Em outros, a obra parou pela metade.


A previsão aí, a estimativa da Polícia Civil, é de que esse golpe tenha ultrapassado os 10 milhões de reais. O empresário que teve a prisão decretada é considerado foragido. Vamos acompanhar na reportagem.


A justiça aceita o pedido de prisão de Silvio Sandri e o proprietário da construtora responsável pelas obras é considerado foragido. Diante dessa decretação da prisão, estamos fazendo algumas diligências no sentido de que haja o cumprimento devido do mandato . São quase 100 vítimas que já denunciaram o golpe.


O valor total ultrapassa os 10 milhões de reais, mas ainda pode chegar aos 20 milhões. Em pelo menos três endereços, apesar dos apartamentos terem sido vendidos, a obra nem começou. Há pouco mais de um mês, nós mostramos a história do Marcos.


Ele é uma das vítimas do golpe. Na época, ele nos acompanhou até o apartamento que comprou em 2017. Lamentável.


Lamentável o apartamento assim, dois anos, compra e da forma que você comprou ele tá abandonado, tudo abandonado. Com o mandado de prisão contra o proprietário da construtora, o advogado de 29 vítimas diz ter esperança de que os clientes possam recuperar pelo menos parte do dinheiro que foi investido. Que a justiça seja feita, por mais que isso pareça trivial, há sim o sentimento de revolta, há sim uma necessidade que pelo ilícito e a forma como foi feita, a forma inclusiva como é detalhada na decisão que decreta a prisão preventiva, é um sentimento de injustiça, que talvez assim haja um meio coercitivo para acelerar, quiçá, uma resolução.


Tentamos contato com a defesa do empresário , mas ninguém atendeu nossas ligações . A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro do empresário, agora que está com mandato de prisão ativa, pode ser repassada através do telefone 180 da Polícia Civil ou ainda pelo 190 da Polícia Militar. Voltamos ao estúdio.


Obrigada, Juan. Ninguém atendeu e ninguém vai atender, né? Tá foragido. Mais de 100 pessoas, Fernando.


Como vítima, o prejuízo pode chegar a 20 milhões de reais. Uma tristeza, né? Pra quem tem, muitas vezes, a casa própria como um sonho. Detalhe, não é nada exclusivo de Blumenau, né? Já mostramos casos semelhantes em Criciúma, na própria região de Florianópolis, no norte de Florianópolis.


Não faz muito tempo que o empresário também fique preso. região de Joinville, onde as pessoas, as construtoras, elas vendem um apartamento, muitas vezes até construtoras reconhecidas, só que depois declaram falência, e os apartamentos que, na maioria das vezes, representam o sonho de uma família sem, muitas vezes, condições de comprar à vista, financiar o imóvel e acabar ficando sem nada. Por isso a preocupação, na hora de comprar, você precisa pesquisar bem se a construtora é conhecida, se está há anos no mercado, porque senão o sonho pode virar de fato pesadelo.




NOSSA AVALIAÇÃO DE, GOLPE IMOBILIÁRIO; DE IMÓVEL VENDIDO NA PLANTA .


Segundo nossa ponderação fundamentada em mais de 30 anos de prática nesta área, podemos afirmar que a venda de, apartamentos na planta, é o tipo de negócio mais arriscado que existe no, mercado imobiliário. É difícil prever e prevenir este tipo de, golpe imobiliário.


Diferentemente da compra de um imóvel já construído, existe um tempo de construção onde os compradores correm diversos riscos e perigos, como por exemplo:


- risco da empresa construtora ou incorporadora vir a falir;


- risco de que a obra seja interditada pela prefeitura do município;


- risco que os proprietários em conjunto entrem em desacordo referente ao custo da obra em andamento e a possível paralisação da construção;


- risco de problemas sociais e econômicos que venham a interferir no andamento da construção. Como exemplo disto podemos citar na presente data a péssima performance social e econômica do governo Lula (nesta data de abril de 2024), onde inúmeras empresas e empreendimento estão entrando em falência.


Desta forma pode-se observar que são vários os riscos que estão presentes neste tipo

de, compra de imóvel.


Para tentar amenizar esses riscos o ideal é, antes de fechar o contrato com a construtora, procurar informações sólidas referente às obras que ela administra assim como as obras já entregues.


Também é importante saber o nível de solvência financeira da empresa,

para suportar hipotéticas situações de obras inacabadas, e também em situações de falência da firma.


Normalmente quando nosso escritório é solicitado para assistir este tipo de, compra de imóvel na planta, efetuamos uma série de levantamentos que são específicos deste tipo de negócios.


Consulte nosso escritório para verificar se a construtora com a qual você está negociando ou pretende negociar, não faz parte da “lista negra” de construtoras, da qual dispomos após anos de trabalho e coleta de informações.

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