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Atualizado: 4 de out. de 2025



Créditos RICtv


Incorporado em 4 Out 25

Refeito em 3 Set. 25


Síntese da noticia

Golpe imobiliário em Curitiba: estelionatário é preso após enganar dezenas de pessoas

Um golpe sofisticado envolvendo a falsa venda de imóveis em Curitiba deixou dezenas de vítimas e um prejuízo que já ultrapassa R$ 700 mil. O responsável seria Paulo Felipe de Castro, preso nesta semana pela Polícia Civil.

Segundo as investigações, o suspeito se apresentava como advogado e até como policial, criando uma imagem de autoridade para intimidar as vítimas e conquistar credibilidade. Ele usava a internet para anunciar imóveis que não lhe pertenciam, muitas vezes utilizando até fotos de propriedades de familiares ou de terceiros.


Como funcionava o golpe

O esquema era bem articulado. Paulo publicava os anúncios em sites de imóveis e marcava visitas com interessados. Ao chegar ao local, dizia que o imóvel já estava pré-reservado para outra pessoa, mas oferecia a chance de garantir a compra mediante um pagamento antecipado.

Com habilidade de convencimento, fazia a vítima assinar contratos falsos e exigia depósitos sucessivos. Usava o próprio contrato como argumento para cobrar novos valores, alegando descumprimento de cláusulas. Em alguns casos, chegou a ameaçar processar judicialmente quem não fizesse os pagamentos.

Para dar aparência de legitimidade, o golpista entregava documentos falsificados, como carnês de IPTU e até certidões de matrícula adulteradas. Quando pressionado a apresentar o registro real do imóvel, culpava construtoras ou cartórios pelo suposto atraso.


Ameaças e intimidações

Quando percebia que a vítima desconfiava do golpe, Paulo passava a intimidá-la. Ele enviava notificações extrajudiciais falsas e até se fazia passar por advogado ou policial. Chegava a portar simulacros de arma de fogo para reforçar as ameaças. O objetivo era claro: forçar novos depósitos ou impedir que as vítimas o denunciassem.


Áreas nobres de Curitiba como cenário

Um dos golpes mais recentes foi praticado na Avenida Silva Jardim, região central e valorizada da cidade. Ali, Paulo alugou um imóvel de uma imobiliária e o apresentou a várias pessoas como se fosse de sua propriedade. Uma das vítimas chegou a pagar R$ 8 mil como sinal de negócio. Ao investigar a documentação, o advogado da vítima descobriu que os registros cartoriais não correspondiam ao que o suspeito havia apresentado.


Reincidência e ficha criminal extensa

Este não foi o primeiro caso de prisão de Paulo Felipe de Castro. Ele já havia sido condenado anteriormente por golpes semelhantes envolvendo imóveis e até automóveis. De acordo com a Polícia Civil, o homem deixou a prisão apenas dez dias antes de voltar a cometer crimes em Curitiba. Registros apontam que suas práticas criminosas vêm ocorrendo desde pelo menos 2012.


Número de vítimas pode ser muito maior

Até o momento, sete pessoas procuraram a Delegacia de Estelionatos para registrar ocorrência. No entanto, a polícia acredita que o número real de vítimas possa ultrapassar 100 pessoas, já que muitas ainda não prestaram depoimento. As investigações também apuram a possível participação de comparsas no esquema.


Orientações de especialistas

A advogada Márcia Marcondes explicou que a estratégia do estelionatário era inverter a situação: ele se colocava como parte correta do acordo e culpava a vítima pelo descumprimento, criando medo de complicações judiciais.

Ela alerta que, ao comprar um imóvel, é fundamental consultar diretamente no cartório o registro atualizado da propriedade, para confirmar a titularidade e verificar se não existem pendências ou restrições. Além disso, recomenda-se sempre conferir se o intermediador é de fato corretor de imóveis credenciado pelo CRECI.





Avaliação e análise de nosso escritório


Golpes Imobiliários em Curitiba: motivações, falhas e lições para evitar novos prejuízos


A casa própria, seja um apartamento ou uma casa em bairro tranquilo, representa para muitos brasileiros o maior símbolo de conquista pessoal. Trata-se não apenas de um investimento financeiro, mas de um sonho carregado de segurança, estabilidade e perspectiva de futuro. Justamente por isso, esse desejo pode se tornar o alvo de criminosos especializados em explorar a esperança e a confiança das pessoas.

Foi o que ocorreu em Curitiba, onde o estelionatário Paulo Felipe de Castro foi preso suspeito de aplicar golpes milionários na venda de imóveis. O caso, que soma prejuízos superiores a R$ 700 mil, traz lições valiosas sobre as motivações de golpistas, as falhas cometidas por vítimas e as medidas que poderiam ter sido tomadas para impedir tantos danos.

A seguir, analisamos esses três pontos centrais: as razões que levaram à prática criminosa, as vulnerabilidades exploradas pelas vítimas e, sobretudo, o que poderia ter sido feito para evitar que dezenas de famílias tivessem seus sonhos transformados em pesadelos.


1. As motivações e implicâncias do golpe

Ganho financeiro rápido e ilícito

A principal motivação de Paulo Felipe era, evidentemente, o dinheiro. A cada vítima conquistada, ele conseguia depósitos que variavam de alguns milhares até dezenas de milhares de reais. Em pouco tempo, acumulou mais de R$ 700 mil, explorando a ingenuidade e a esperança de quem buscava um lar.

Exploração da emoção das vítimas

Comprar um imóvel é uma decisão racional, mas também profundamente emocional. Quem busca a casa própria não quer apenas um espaço físico, mas a realização de um projeto de vida. O criminoso explorava essa carga emocional, oferecendo descontos falsos, condições supostamente únicas e criando senso de urgência — como afirmar que o imóvel já estava “pré-reservado” e que era preciso pagar rapidamente para não perder a oportunidade.

Construção de autoridade falsa

Outro aspecto importante foi a forma como o estelionatário se apresentava. Paulo Felipe se passava por advogado e até por policial, criando uma imagem de credibilidade e intimidação. Esse recurso, somado ao uso de documentos falsificados como carnês de IPTU ou certidões adulteradas, dava às vítimas a sensação de estar diante de alguém de confiança.

Implicações sociais e emocionais

As consequências desse golpe vão muito além da perda financeira. Em primeiro lugar, há o impacto psicológico: vergonha, sensação de impotência e trauma. Muitas vítimas relataram medo de serem processadas, já que o golpista usava contratos falsos para inverter a responsabilidade. Além disso, existe o dano coletivo. Quando fraudes desse tipo acontecem repetidamente, elas corroem a confiança no mercado imobiliário e até nas próprias instituições responsáveis por fiscalizar e punir.


2. As falhas cometidas pelas vítimas

É fundamental deixar claro: a culpa de um golpe nunca é da vítima, e sim do criminoso. No entanto, compreender quais vulnerabilidades foram exploradas é essencial para que a sociedade aprenda com essas experiências.

a) Falta de verificação documental direta

Muitos compradores aceitaram documentos fornecidos pelo golpista sem checá-los no cartório de registro de imóveis. A matrícula atualizada é o único documento que comprova a propriedade de um imóvel. Uma consulta direta teria revelado que Paulo Felipe não era o dono de nenhum dos imóveis anunciados.

b) Aceitação de contratos enganosos

O criminoso fazia as vítimas assinarem contratos que depois usava contra elas, alegando descumprimento de cláusulas. Sem o devido acompanhamento jurídico, os compradores se tornavam reféns de termos abusivos e acreditavam que estavam sujeitos a ações judiciais.

c) Pagamentos adiantados em contas particulares

Outra falha foi o depósito de quantias elevadas diretamente em contas pessoais do suspeito, sem vínculo formal com construtoras ou imobiliárias reconhecidas. Esse comportamento, muitas vezes motivado pelo medo de “perder a oportunidade”, acabou alimentando o golpe.

d) Falta de apoio de profissionais habilitados

Nenhuma das vítimas relatou ter consultado advogados ou corretores credenciados pelo CRECI. Essa assistência poderia ter evitado o prejuízo, já que profissionais qualificados saberiam identificar inconsistências nos documentos e nas promessas feitas pelo criminoso.


3. O que deveria ter sido feito para evitar o golpe

A análise do caso revela que várias medidas simples poderiam ter protegido as vítimas.

a) Consulta à matrícula no cartório

Antes de comprar um imóvel, é indispensável solicitar uma certidão de matrícula atualizada diretamente no cartório de registro de imóveis. Esse documento comprova quem é o real proprietário e se há pendências, dívidas ou restrições sobre o bem.

b) Verificação de registro profissional

Um corretor de imóveis precisa ter registro no CRECI. Uma simples consulta no site do conselho já teria mostrado que Paulo Felipe não possuía habilitação para intermediar negociações imobiliárias.

c) Formalização correta de contratos

Contratos devem ser elaborados ou revisados por advogados especializados e assinados com reconhecimento de firma em cartório. Além disso, pagamentos devem ser feitos em contas vinculadas à transação — nunca diretamente para pessoas físicas sem vínculo formal.

d) Desconfiança de ofertas “imperdíveis”

Promessas de promoções irreais, grandes descontos e necessidade de pagamento imediato são sinais clássicos de golpe. O comprador deve sempre manter o senso crítico e recusar negociações que fujam da normalidade do mercado.

e) Educação jurídica e financeira

A longo prazo, a sociedade precisa de maior educação sobre os procedimentos de compra de imóveis. Entender etapas como escritura, registro, certidões e responsabilidade contratual é a melhor forma de se blindar contra estelionatários.


4. Reflexão final: entre o sonho e a realidade

O caso de Curitiba não é um episódio isolado. Ele revela como o sonho da casa própria pode ser manipulado por criminosos astutos, que se aproveitam da emoção, da falta de informação e até da confiança excessiva das pessoas.

As motivações do golpista foram claras: lucro fácil e rápido. As falhas das vítimas, compreensíveis diante da sofisticação do esquema, ajudaram a criar o ambiente ideal para a fraude. Mas o aprendizado é igualmente evidente: cautela, verificação documental e apoio profissional são armas poderosas contra esse tipo de crime.

Mais do que recuperar o dinheiro perdido — algo muitas vezes impossível —, a grande lição é fortalecer a cultura de prevenção. Se cada comprador souber que o cartório é a fonte oficial da verdade, que o CRECI garante a habilitação do corretor e que nenhum pagamento deve ser feito sem respaldo jurídico, muitos golpes deixarão de prosperar.

No fim, a busca pela casa própria continua sendo um sonho legítimo e possível. Mas, para que não se transforme em pesadelo, precisa ser trilhada com paciência, prudência e informação. Afinal, conquistar um lar é construir também segurança, e essa segurança começa antes mesmo das chaves estarem em mãos: começa na forma como o negócio é conduzido.













 
 
 

Atualizado: 25 de abr.




Refeito em 25 abril 2026

Síntese da notícia

O vídeo relata um golpe imobiliário sofisticado que vitimou um casal brasileiro que sonhava em conquistar a casa própria no litoral de São Paulo, mais especificamente em Itanhaém. Motivados pelo desejo de sair do aluguel e ainda gerar renda extra com aluguel de quartos (um tipo de pequeno hostel), eles venderam o imóvel onde moravam no interior e reuniram todas as economias de uma vida inteira de trabalho.

Durante a busca pela nova casa, encontraram um anúncio aparentemente perfeito na internet. A negociação foi conduzida por supostos corretores, que se mostravam extremamente profissionais, atenciosos e cuidadosos com a “segurança” do negócio. Eles orientavam sobre documentação, certidões e até demonstravam preocupação com possíveis riscos — o que aumentou ainda mais a confiança do casal.

O golpe foi elaborado com alto nível de realismo: os criminosos apresentaram um suposto proprietário, levaram o casal para visitar o imóvel (com acesso às chaves), mostraram documentos falsificados com aparência legítima e até realizaram parte do processo dentro de um cartório, simulando autenticidade. Tudo isso reforçou a credibilidade da negociação.

No momento final, o pagamento — cerca de R$ 45 mil — foi direcionado para a conta de uma terceira pessoa, sob a justificativa de que o “proprietário” tinha problemas bancários. Apesar de algumas desconfianças pontuais, o casal acabou realizando a transferência.

A fraude só foi descoberta quando chegaram com a mudança ao imóvel e perceberam que nenhuma das chaves funcionava. Ao tentar entrar, foram surpreendidos pela polícia, acionada por vizinhos e pelo verdadeiro dono da casa. Nesse momento, ficou claro que haviam sido vítimas de um golpe.

O casal perdeu todo o dinheiro e precisou recomeçar do zero, vivendo provisoriamente em um imóvel emprestado. O caso evidencia como golpes imobiliários podem ser altamente estruturados, explorando o sonho da casa própria e utilizando estratégias sofisticadas para enganar as vítimas.



Avaliação e análise de nosso escritório


O Golpe da Casa Própria: Lições de um Sonho Transformado em Pesadelo


Quem lida com compra e venda de imóveis já viu esse roteiro mais vezes do que gostaria. A história muda um pouco, os personagens também, mas a estrutura do golpe costuma ser a mesma: tudo parece certo demais, organizado demais, convincente demais. E, quando o comprador percebe, o dinheiro já foi — e não há matrícula assinada, não há registro, não há propriedade.

Esse caso do casal que perdeu todas as economias ao tentar comprar uma casa em Itanhaém não é um episódio isolado. No meu dia a dia com cartórios e análises documentais, situações parecidas aparecem com frequência preocupante. E o ponto mais delicado é justamente esse: não estamos falando de pessoas desatentas ou irresponsáveis, mas de gente trabalhadora, que seguiu parte dos passos corretos — só não seguiu todos.

E é exatamente aí que mora o problema.


Onde o negócio começou a dar errado (mesmo parecendo certo)

O casal fez algo que, em tese, é positivo: pesquisou bastante, visitou o imóvel, conversou com intermediários e buscou segurança. Só que a segurança que eles encontraram foi construída pelos próprios golpistas.

Isso, aliás, é mais comum do que parece.

A primeira falha relevante foi confiar na intermediação sem validação independente. Eles lidaram com supostos corretores que se apresentavam bem, tinham discurso técnico, falavam de certidões, IPTU, documentação. Esse tipo de abordagem passa credibilidade, principalmente para quem não está acostumado com os bastidores do mercado imobiliário.

Só que existe um detalhe que não pode ser ignorado: corretor se valida, não se presume.

Na prática, isso significa consultar o registro profissional no CRECI e, mais importante ainda, verificar se aquela pessoa realmente atua vinculada a uma imobiliária ou de forma regular. Já vi casos em que o número do CRECI era verdadeiro — mas pertencia a outra pessoa.

Outro ponto crítico foi a validação do proprietário. O casal conheceu alguém que se apresentou como dono do imóvel, conversou com ele, viu assinatura em cartório. Isso cria uma falsa sensação de segurança. Só que, juridicamente, o único documento que comprova quem é o dono do imóvel é a matrícula atualizada no cartório de registro de imóveis.

E aqui entra uma falha clássica: eles não confrontaram a pessoa física com a matrícula oficial.

Porque uma coisa é alguém dizer que é dono. Outra coisa é o nome dele constar como proprietário na matrícula, sem ônus, sem bloqueios, sem inconsistências.


O erro mais caro: pagar antes de registrar

Agora vem o ponto mais sensível — e, honestamente, o que mais derruba comprador.

O pagamento foi feito antes da segurança jurídica estar garantida.

E aqui não tem muito espaço para relativizar: enquanto o imóvel não está registrado no seu nome, ele não é seu.

Já acompanhei negociações de alto valor travarem por dias ou semanas porque uma certidão não estava pronta. E isso não é burocracia excessiva — é proteção. Cartório não perdoa pressa. E comprador ansioso é exatamente o perfil que mais vejo se complicar.

Nesse caso específico, além de pagar antes da formalização adequada, o casal aceitou transferir o valor para uma terceira pessoa. Esse é um sinal clássico de irregularidade.

Nenhuma transação imobiliária segura funciona dessa forma.

Se o vendedor tem problema bancário, dívida ou qualquer impedimento, isso precisa ser resolvido antes da venda — nunca durante, e muito menos com dinheiro do comprador sendo direcionado a terceiros.


“Mas foi dentro do cartório…” — o detalhe que confunde muita gente

Esse é um dos pontos mais perigosos do golpe: ele utilizou o ambiente de cartório para gerar confiança.

E aqui vale esclarecer algo que muita gente não sabe.

O cartório de notas, onde se reconhece firma ou se lavra escritura, não valida o conteúdo do negócio. Ele valida a identidade de quem está assinando.

Ou seja, reconhecer firma não significa que o documento é verdadeiro no sentido jurídico do imóvel. Significa apenas que aquela assinatura pertence àquela pessoa.

Já o cartório de registro de imóveis é outro mundo. É ali que a propriedade se consolida. Sem registro, não há transferência legal.

Então sim, é possível alguém ir até um cartório, assinar documentos, reconhecer firma… e ainda assim tudo ser parte de uma fraude.

Já vi isso acontecer mais de uma vez.


Sinais de alerta que foram ignorados

Durante a negociação, houve pequenos sinais que, isoladamente, podem parecer irrelevantes — mas juntos formam um padrão.

Desconfiança com a postura dos corretores.Inconsistência no comportamento.Histórias para justificar urgência ou limitações (como o “problema bancário”).Pedido para evitar contato direto com o proprietário.

No cotidiano das análises que realizo, esses sinais são levados muito a sério. Porque golpe raramente acontece sem deixar pistas. O problema é que, no meio da empolgação, essas pistas acabam sendo racionalizadas.

E isso é humano.

A pessoa não quer perder o negócio. Não quer acreditar que pode ser golpe. Então ela vai ajustando a percepção para que tudo “faça sentido”.


O que teria evitado esse prejuízo

Aqui não estamos falando de teoria. São procedimentos básicos que fazem parte de qualquer due diligence imobiliária minimamente bem feita.

Primeiro: matrícula atualizada do imóvel. Sempre. Emitida diretamente no cartório de registro de imóveis competente, com data recente.

Ali você verifica quem é o proprietário, se há penhoras, hipotecas, indisponibilidades, ações judiciais. Sem isso, você está negociando no escuro.

Depois: conferência direta do vendedor com a matrícula. Nome completo, CPF, estado civil. Tudo precisa bater.

Outro ponto essencial é a análise das certidões pessoais do vendedor. Isso inclui ações cíveis, execuções, protestos. Porque um imóvel pode até estar regular na matrícula, mas o vendedor pode estar envolvido em processos que colocam aquela venda em risco.

E, claro, o pagamento.

Pagamento em transação imobiliária segura não é feito com base em confiança verbal. Ele é vinculado ao ato jurídico correto, normalmente a escritura pública ou contrato com garantia, seguido do registro.

Em muitos casos, utiliza-se conta vinculada, escrow ou pagamento condicionado ao registro. Isso evita exatamente o tipo de prejuízo que ocorreu aqui.


Uma observação que pouca gente faz — mas deveria

Existe uma crença comum de que golpes imobiliários são simples ou amadores. Não são.

Esse caso mostra exatamente o contrário.

Os golpistas tinham acesso ao imóvel. Tinham documentos falsificados bem elaborados. Sabiam usar linguagem técnica. Criaram um ambiente de confiança. Simularam um processo completo.

Isso exige estrutura.

Por isso, confiar apenas na aparência de profissionalismo é um erro perigoso. No mercado imobiliário, aparência engana com frequência.


O aprendizado real desse caso

Não é sobre desconfiar de tudo. Mas também não é sobre confiar no que parece organizado.

É sobre método.

Quem compra imóvel com método — analisando matrícula, validando partes, estruturando pagamento e passando pelo registro — reduz drasticamente o risco.

Quem pula etapas, mesmo que parcialmente, fica exposto.

E aqui vai uma verdade que repito com frequência para clientes: o imóvel só é seu depois do registro. Antes disso, você tem uma expectativa, não um direito real.


Orientação prática para quem está prestes a comprar

Se você está negociando um imóvel agora, a recomendação é simples — e direta.

Pare e valide.

Peça a matrícula atualizada.Confira o proprietário.Analise as certidões.Valide o corretor.Formalize corretamente.E só então pense em pagamento.

Se houver qualquer resistência a esse processo, já é um indicativo de problema.

Negócio imobiliário sério suporta análise. Golpe não.


Encerrando com um conselho de quem vive isso diariamente

Já vi gente perder dinheiro por pressa. Já vi perder por confiança excessiva. E já vi perder por acreditar que “comigo não acontece”.

Esse caso reúne um pouco de tudo isso.

A diferença entre uma compra segura e um prejuízo irreversível, na maioria das vezes, não está no valor do imóvel — está no cuidado com o processo.

E processo, no mercado imobiliário, não é detalhe. É o que separa patrimônio de problema.








 
 
 

Atualizado: 4 de out. de 2025




Incorporado 4 Out 25


A justiça determinou a prisão do empresário acusado de golpe imobiliário em Blumenau. Ele era proprietário de uma construtora que vendia apartamentos que não existiam. Por isso a gente fala com o Juan, que tem as informações.


Conta pra gente, Juan. Então os apartamentos não existiam, mas eram vendidos. Verdade.


Fibelli, boa tarde, mais uma vez. É você que acompanha o SBT Meio Dia. A gente acompanha esse caso desde o início do mês passado.


São pelo menos quatro endereços diferentes em que os apartamentos foram vendidos, mas não foram entregues. Em alguns desses locais, inclusive, a obra nem começou. Em outros, a obra parou pela metade.


A previsão aí, a estimativa da Polícia Civil, é de que esse golpe tenha ultrapassado os 10 milhões de reais. O empresário que teve a prisão decretada é considerado foragido. Vamos acompanhar na reportagem.


A justiça aceita o pedido de prisão de Silvio Sandri e o proprietário da construtora responsável pelas obras é considerado foragido. Diante dessa decretação da prisão, estamos fazendo algumas diligências no sentido de que haja o cumprimento devido do mandato . São quase 100 vítimas que já denunciaram o golpe.


O valor total ultrapassa os 10 milhões de reais, mas ainda pode chegar aos 20 milhões. Em pelo menos três endereços, apesar dos apartamentos terem sido vendidos, a obra nem começou. Há pouco mais de um mês, nós mostramos a história do Marcos.


Ele é uma das vítimas do golpe. Na época, ele nos acompanhou até o apartamento que comprou em 2017. Lamentável.


Lamentável o apartamento assim, dois anos, compra e da forma que você comprou ele tá abandonado, tudo abandonado. Com o mandado de prisão contra o proprietário da construtora, o advogado de 29 vítimas diz ter esperança de que os clientes possam recuperar pelo menos parte do dinheiro que foi investido. Que a justiça seja feita, por mais que isso pareça trivial, há sim o sentimento de revolta, há sim uma necessidade que pelo ilícito e a forma como foi feita, a forma inclusiva como é detalhada na decisão que decreta a prisão preventiva, é um sentimento de injustiça, que talvez assim haja um meio coercitivo para acelerar, quiçá, uma resolução.


Tentamos contato com a defesa do empresário , mas ninguém atendeu nossas ligações . A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro do empresário, agora que está com mandato de prisão ativa, pode ser repassada através do telefone 180 da Polícia Civil ou ainda pelo 190 da Polícia Militar. Voltamos ao estúdio.


Obrigada, Juan. Ninguém atendeu e ninguém vai atender, né? Tá foragido. Mais de 100 pessoas, Fernando.


Como vítima, o prejuízo pode chegar a 20 milhões de reais. Uma tristeza, né? Pra quem tem, muitas vezes, a casa própria como um sonho. Detalhe, não é nada exclusivo de Blumenau, né? Já mostramos casos semelhantes em Criciúma, na própria região de Florianópolis, no norte de Florianópolis.


Não faz muito tempo que o empresário também fique preso. região de Joinville, onde as pessoas, as construtoras, elas vendem um apartamento, muitas vezes até construtoras reconhecidas, só que depois declaram falência, e os apartamentos que, na maioria das vezes, representam o sonho de uma família sem, muitas vezes, condições de comprar à vista, financiar o imóvel e acabar ficando sem nada. Por isso a preocupação, na hora de comprar, você precisa pesquisar bem se a construtora é conhecida, se está há anos no mercado, porque senão o sonho pode virar de fato pesadelo.




NOSSA AVALIAÇÃO DE, GOLPE IMOBILIÁRIO; DE IMÓVEL VENDIDO NA PLANTA .


Segundo nossa ponderação fundamentada em mais de 30 anos de prática nesta área, podemos afirmar que a venda de, apartamentos na planta, é o tipo de negócio mais arriscado que existe no, mercado imobiliário. É difícil prever e prevenir este tipo de, golpe imobiliário.


Diferentemente da compra de um imóvel já construído, existe um tempo de construção onde os compradores correm diversos riscos e perigos, como por exemplo:


- risco da empresa construtora ou incorporadora vir a falir;


- risco de que a obra seja interditada pela prefeitura do município;


- risco que os proprietários em conjunto entrem em desacordo referente ao custo da obra em andamento e a possível paralisação da construção;


- risco de problemas sociais e econômicos que venham a interferir no andamento da construção. Como exemplo disto podemos citar na presente data a péssima performance social e econômica do governo Lula (nesta data de abril de 2024), onde inúmeras empresas e empreendimento estão entrando em falência.


Desta forma pode-se observar que são vários os riscos que estão presentes neste tipo

de, compra de imóvel.


Para tentar amenizar esses riscos o ideal é, antes de fechar o contrato com a construtora, procurar informações sólidas referente às obras que ela administra assim como as obras já entregues.


Também é importante saber o nível de solvência financeira da empresa,

para suportar hipotéticas situações de obras inacabadas, e também em situações de falência da firma.


Normalmente quando nosso escritório é solicitado para assistir este tipo de, compra de imóvel na planta, efetuamos uma série de levantamentos que são específicos deste tipo de negócios.


Consulte nosso escritório para verificar se a construtora com a qual você está negociando ou pretende negociar, não faz parte da “lista negra” de construtoras, da qual dispomos após anos de trabalho e coleta de informações.

 
 
 

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