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Imobiliária em Limeira; provoca golpe imobiliário

Atualizado: 1 de abr.




Créditos do Vídeo: Cidade Alerta Record


Marcelo e Rosimeire são donos de uma imobiliária muito conceituada. Mas, segundo a polícia, tudo não passa de fachada para uma rotina de golpes. Para uma das vítimas, eles venderam o imóvel à vista de uma outra vítima por 50 mil reais e não repassaram o dinheiro.


A imobiliária fechou as portas e deixou muitas dívidas. Agora já são mais de 24 ações contra a empresa. Acompanhem comigo.


O anúncio no jornal é a versão impressa de um dos maiores desejos de muitos brasileiros, o de comprar uma casa. Nossa, nem sei explicar o sonho, como que era tão grande. Porque ? Ah, porque a gente já foi criada no sítio, né? Daí a gente veio pra cidade e daí, meus filhos casando, eu ia morar lá.


para ter um lugar de plantar, uma vida mais sossegada, porque a vida da cidade é muito corrida. Só que para esse grupo, o cantinho próprio esperado para viver não foi além de pilhas e pilhas de papéis, de uma empresa de portas fechadas e de um homem que prefere se esconder. Ladrão! Ladrão! Ladrão! A causa de toda essa confusão foram os negócios conduzidos por essa imobiliária, que fica em Limeira, cidade do interior paulista.


Visualmente, não há nada que indique o tipo de estabelecimento que funcionava nesse prédio. É o endereço onde ficou a imobiliária, uma empresa com muitos anos de mercado aqui em Limeira, conhecida da clientela e com experiência, principalmente em compra e venda de chácaras e em loteamento de imóveis rurais. Só que nos últimos meses, as portas se fecharam.


Depois, as placas foram retiradas e qualquer outro elemento que remeta ao nome da empresa. Em seguida, foram os clientes, eles que ficaram na mão. A “Popular Assessoria” era um lugar onde todos eram muito bem recebidos.


Olha, uma imobiliária bonita, um pessoal que trata a gente super bem, fala bem, aliás, convence a gente mesmo. São bons de fazer negócio? Convença a gente a ter paciência com eles. Ela chamou a gente de novo pra fazer um outro contrato.


Ela falou pra gente que pagaria a gente em três vezes, se a gente aceitava. A gente aceitou, fizemos outro contrato, mas não pagou Tá esperando receber.


esperando receber ainda. Chegar aqui hoje, ver a imobiliária como está, de portas fechadas, sem placa, sem identificação, o que faz a senhora pensar? Faz pensar que a gente perdeu tudo, né? Porque, ainda quando eles estavam aí, a gente podia vir aí, sei lá, conversar, fazer alguma coisa, mas agora, tudo fechado aí, ninguém nem mais responde as mensagens da gente, a gente perdeu tudo. O Marcos começou a pagar por um terreno onde foi pretendia construir.


À vista foram 30 mil reais mais as parcelas. Estava vazio, demarcado. Ele pediu para mim dar uma olhada.


A gente marcou qual seria o lote que eu iria comprar. E aí fechamos o negócio. Voltamos na imobiliária para estar fazendo o pagamento.


Só que quando voltou ao local para dar início à construção, se deparou com o que jamais poderia imaginar. O terreno já estava murado por uma outra pessoa. As tratativas de acertos com a empresa aconteceram em outros casos, como o de Cícera, que vendeu um imóvel à empresa, mas para receber o dinheiro. Há três meses atrás, eu fui lá onde era a chácara e falei, vou procurar lá, vou ver quem comprou, se tá pagando parcelado, pra pessoa parar de pagar ele e eu pagar, porque eu preciso receber. Cheguei lá, já tinha uma casa construída na chácara, a pessoa pagou ele à vista e ele não me pagou E de lá pra cá essa enrolação, isso já fez dois anos, agora em julho. À frente das negociações ocorreram, na maioria das vezes, o casal Marcelo Rosa e Rosimeire Aparecida da Silva Rosa, os donos da empresa.


Pessoas do mal mesmo, porque em momento algum ele pensou em fazer o bem e já tinha a intenção de realmente roubar a gente. Mas há outros nomes envolvidos nos negócios suspeitos realizados aqui. A confeiteira Magali comprou uma chácara e surgiu problemas após o pagamento feito por ela.


O negócio, então, foi desfeito e a devolução do dinheiro dela veio em folhas de cheque. Aí ele se propôs a pagar em quatro vezes, que a gente estava tentando de tudo para a gente conseguir receber. Quatro vezes, deu quatro cheques de 12.500.


Aí, com o carimbo da imobiliária, trago o cheque, que foi para o banco. O primeiro já voltou, o segundo já voltou. Os cheques entregues no distrato apareceram em nome de Bruciele Alves Lourenço Souza, dona de uma conta aberta em novembro do ano passado, pouco tempo antes do início dos supostos pagamentos.


Ao ser questionado sobre as cheques por meio de um aplicativo de mensagens, ela foi direta. Escreveu, lógico que eu tenho conhecimento disso. E ao final da conversa, pontual, não devo satisfação a você, não venha com graça que você não vai se dar bem.


Eu fiquei um pouco assustado porque a gente não conhece a pessoa e a gente fica um pouco assustada. Quem seria a família por trás da empresa acusada de aplicar golpes e que gerou uma série de vítimas em Limeira? São pelo menos 24 boletins de ocorrência registrados dia após dia nesta delegacia da cidade. A dívida é estimada em 1 milhão e 300 mil reais.


Eu estava lá depondo, tinha uma outra pessoa lá fora que estava fazendo um boletim de ocorrência que comprou duas chacras dele que tinha outro dono. Fomos atrás de outros envolvidos no caso e localizamos este rapaz, mas se apresenta com outro nome. A gente está acompanhando o caso da Popular.


Você conhece a Imobiliária Popular? Sim, estou confiante. Fechou tudo. Fechou por quê? Por que essas câmeras para cá? A gente é jornalista, né? Seu nome, como é? Vinícius.


Porque ? Vinícius Souza. E eu sou Vinícius também. Ah, tá.


Diego, você não conhece? Não. A gente tava atrás do Diego, corretor. Entendo.


Agora Rosineiro, Marcelo, esses... Sumiram. Sumiram? Praticamente, não vejo mais.


Parava aí de frente. Já apareceu? Uhum. A gente está esperando o pessoal que é vítima de golpe.


Você tem conhecimento de golpe? Não. Nada? O nome Vinícius não condiz com o cadastro dele no conselho que representa as corretoras de imóveis da região. Aqui, ele é Diego Luiz de Souza, o mesmo sobrenome do proprietário da empresa.


E, para a nossa equipe, ele também nega a profissão que exerceu. Você é corretor de imóveis? Não, sou vendedor de carros. Você nunca trabalhou em uma circular? Não.


Nunca trabalhou? Não. Ele diz que não tem qualquer envolvimento com fraudes . E o rapaz, que se diz vendedor em uma loja de carros, decide pegar uma pasta e ir embora no meio do expediente.


Por mais que tenha se omitido a nossa reportagem, as vítimas o reconheceram à distância e o grupo o repreendeu enquanto tentava deixar o local. Vai correr, eu não vi tu nem, calote! Quem é que foi vender a chácara ? Você sabia que era um negócio errado! Foi você! Você sabia! Você sabia sim, você é o sobrinho dele! Você é ladrão! Ladrão! Ladrão! Ladrão! Ladrão! Ladrão! A Magali não tem dúvidas da verdadeira identidade dele. É ele, eu não tenho dúvida.


Ele também reconheceu a senhora ? Se ele me reconheceu, eu não sei, porque acho que eles trabalham com tanta gente, né? E que eu não sei se ele me conheceu, mas a gente conheceu, tanto eu como as outras pessoas que ele levou até a chácara. Estranho também ele entrar no carro e ir embora desse jeito? Então, é muito difícil. Pedimos entrevistas de Marcelo e de Rosimeire, ao advogado que defende o casal.


Por meio de nota, a defesa informou que eles não vão se manifestar e enviam uma nota. Afirma que a imobiliária quebrou e que está de portas fechadas devido à suspensão do atendimento determinado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis. A nota informa ainda que a maior parte das vítimas já possui ação em andamento no judiciário e que a empresa pretende quitar todas as pendências contratuais.


As vítimas não conseguem esquecer a forma como foram conduzidas as negociações dentro da imobiliária. Ela ficou me enrolando e me exigindo prazo desde que a certidão negativa não saia, e eu cobrando ela e ela pedindo calma, pedindo calma, e eu procurando ela e nada. Inclusive ela estava na delegacia, né, tudo lá.


E nesse imóvel não constava nada de errado pra transferência. Aí eu achei o dono da casa, o verdadeiro dono da casa, que ela me vendeu como era dela, mas não era. O que o senhor sentiu na hora que percebeu que não estava tudo certo? Ah, pra mim, do jeito que pra mim é difícil juntar o dinheiro, eu me sinto um...


Eu me sinto um bobo. A expectativa de todos eles é receber o quanto antes o que uma imobiliária a popular deve na praça. Tiraram dinheiro de pessoas que trabalham, pessoas que já trabalham uma vida inteira, que agora estavam querendo alguma coisa para ter um sossego na vida.


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